sábado, 20 de novembro de 2010

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não sei mais o que pensar de ti . passam meses, semanas, dias . e eu tento, fingo que não me afectas . mas tens poder sobre mim . se calhar sabes (ou não) . ainda assim, porque o fazes? porque finges que és perito na vida, porque finges que andas neste mundo à muito? quando não andas . porque finges que sabes muito sobre tudo, quando sabes tanto ou menos que eu (?) . achas que viveste muito, mas tu simplesmente viveste aquilo que tiveste de enfrentar . logo por ai , pensas que mais ninguém viveu tanto como tu . porque? porque é que és assim ? essa tua maneira de ser deixa-me irritada . mas ainda assim, tu fascinas-me . (...) tentas dizer tudo como se falasses em código, complexo é o teu segundo nome . não quero falar mais de ti . mas ainda assim fico irritada porque quero gritar ao mundo, quero chorar de raiva , mas não tenho forças . as lágrimas esgotaram-se, a raiva esgotou-se , e eu não aguento mais . não podias simplesmente sair da minha vida, sem provocar danos? em mim, em tudo . eu conheço-te . ou conhecia-te . porque insistes então em ser quem não és ? se calhar é por influência, mas tudo o que tu fazes agora mete-me raiva . e sim, eu tenho saudades, e sim eu amo-te . mais do que ontem, menos do que amanha . porque sei que este sofrimento, esta tortura, este peso teu sobre mim irá desaparecendo conforme o tempo vai passando . não me critiques, não me julgues, não me mintas mais . porque tu estás envolvido em tudo à minha volta . porque em tudo o que me rodeia, existe ou existiu algo teu . porque sei que nunca será como se não te tivesse conhecido . porque sei, que uma vez que entraste na minha vida , tal como foi dito, nunca irás sair .

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